Depreciação e amortização reduzem o lucro contábil, mas normalmente não são saída de caixa no período.
− CAPEX
Investimentos em ativos operacionais consomem caixa. CAPEX de R$ 2 bilhões é investimento positivo, corretamente subtraído no FCFF.
− ΔNCG
Mais recursos em estoques, clientes e operação consomem caixa; uma liberação pode aumentar o FCFF.
− Aluguel
Só nos segmentos em que alugar é o modo de operar (varejo, saúde, educação, telecom…): o aluguel pago nos últimos 12 meses (principal + juros × (1 − Imposto)). Nas demais empresas é 0 e a linha não aparece.
Na tela, o bloco "FCFF atual" mostra cada componente com o valor reportado (últimos 12 meses, CVM, travado) e o usado (editável, com justificativa). O FCFF da base é calculado pelo servidor com os usados; a coluna Diferença é usado − reportado de cada componente. O usado abre com o reportado mais os ajustes aprovados daquele componente (impairment no EBIT, CAPEX de expansão no CAPEX, liberação de capital de giro no ΔNCG).
Botões de cada linha: Histórico ▾ (os últimos 5 exercícios; na alíquota, a efetiva de cada ano), Média 3 anos e Média 5 anos (soma dos exercícios ÷ 3 ou 5, levada ao usado com a justificativa pronta — serve para tirar o pico ou o vale do ano, ex.: EBIT com o petróleo no topo) e Reportado (volta aquele componente ao reportado). Restaurar sugestões, acima da tabela, volta tudo ao estado de abertura. "FCFF único" mantém o ajuste manual de antes; sem alteração, os dois modos dão o mesmo FCFF.
2. Dados e base utilizada
O valuation usa demonstrações financeiras da companhia, priorizando Consolidado (CON) e utilizando Individual (IND) quando necessário. Isso busca representar economicamente o grupo empresarial. Os valores são normalizados internamente para reais, BRL.
3. Como projetamos o futuro?
Crescimento constante: mantém a mesma taxa durante a projeção.
Crescimento linear: muda gradualmente entre uma taxa inicial e uma final.
Manter e depois convergir: mantém o crescimento por alguns anos e depois converge gradualmente para a taxa de crescimento perpétuo. Essa convergência pode ser para uma taxa maior ou menor, conforme as premissas utilizadas.
Crescimento personalizado: permite uma taxa diferente para cada ano.
Value driver: o crescimento cobra o investimento — a empresa reinveste crescimento ÷ ROIC do lucro operacional e o caixa livre é o que sobra. É o modo coerente para crescimento alto; a tela abre nele para quem tem premissa de crescimento aprovada (hoje, a WEGE3).
4. FCFF anual informado diretamente
Você também pode informar o FCFF de cada ano com projeções próprias, guidance ou estimativas externas. Nesse modo, os valores anuais são usados diretamente e as taxas dos outros modos não interferem neles.
5. WACC — taxa de desconto
O WACC traz os fluxos futuros ao valor de hoje. Em geral, WACC maior tende a reduzir o valuation e WACC menor tende a aumentá-lo. O padrão é por componentes, já preenchido para cada empresa: Ke = 8,5% + beta × 4,8% (o beta é o da própria ação ou, se ela negocia pouco, a mediana do setor), Kd = 8,5% + 2 pontos com escudo de 34% e D/V limitado a 30%, iguais no ano 1 e no terminal. O Ke aparece como Rf, beta e ERP, cada um com ano 1 e terminal — a mesma grade da tela de bancos, imobiliárias e seguradoras —, e a API calcula Ke = Rf + β × ERP em cada ponta; entre o ano 1 e o terminal as taxas mudam em linha reta. O quadro mostra o juro de hoje como referência (para usá-lo, suba o Rf e o Kd do ano 1); você pode alterar qualquer valor, informar o Ke direto ou usar o WACC direto.
6. Valor Terminal e crescimento perpétuo
A empresa não deixa de existir no último ano explícito. Por isso, o modelo calcula um Valor Terminal usando crescimento perpétuo.
Valor Terminal = FCFF do próximo ano ÷ (WACC − crescimento perpétuo)
O crescimento perpétuo é aplicado somente depois da projeção explícita. Se o último ano for o Ano 5, ele calcula o FCFF do Ano 6. Use essa taxa com prudência: pequenas mudanças podem causar grande impacto e WACC deve ser maior que o crescimento perpétuo.
7. ROIC terminal
O ROIC terminal (padrão 20%) é o retorno sobre o que a empresa investe na perpetuidade e diz quanto ela precisa reinvestir para crescer: crescimento perpétuo ÷ ROIC. Por exemplo, 3% de crescimento e ROIC de 20% pedem reinvestimento de 15% do lucro operacional. Na projeção por crescimento e no FCFF anual direto ele só gera aviso (não altera o valor justo); no value driver ele entra no valor.
8. Enterprise Value, Equity Value e ação
Os FCFFs e o Valor Terminal são trazidos a valor presente pelo WACC. A soma é o Enterprise Value, valor econômico das operações. Depois dos ajustes financeiros aplicáveis, chegamos ao Equity Value; dividido pelo número de ações, ele gera o valor justo estimado por ação.
9. Sensibilidade e resultado desatualizado
A matriz não é uma previsão: ela mostra uma faixa de valores ao combinar WACC e crescimento perpétuo. Quanto maior a sensibilidade, maior o cuidado com as premissas. Ao mudar uma premissa relevante, o resultado anterior é marcado como desatualizado e um novo cálculo deve ser feito.
10. Digitação e interpretação
O sistema aceita formatos brasileiros, como 4,5%, 10,25%, R$ 4.000,50 e −2.500,50. Entradas temporariamente incompletas, como 4, ou −2,, podem permanecer no campo sem disparar cálculo incorreto.
Valor justo é uma estimativa condicionada às premissas, não uma previsão exata do preço futuro nem uma recomendação de investimento. Avalie também endividamento, margens, rentabilidade, ROIC, qualidade da administração, competição, riscos e sustentabilidade da geração de caixa.
Quer aprofundar?
A metodologia completa explica as premissas, os conceitos e as limitações com mais detalhes. O Manual do Valuation (menu à esquerda) traz tudo isso em capítulos, com exemplos.
Como funciona o Valuation FCFF V1 — Metodologia completa
O Valuation FCFF estima o valor econômico de uma empresa a partir da geração de caixa esperada das operações. FCFF significa Free Cash Flow to Firm, ou Fluxo de Caixa Livre da Firma. Como esse fluxo vem antes da remuneração específica de acionistas e credores, o modelo calcula primeiro o Enterprise Value, o valor de toda a operação.
1. A lógica do valuation
O modelo determina um FCFF inicial, projeta os fluxos dos próximos anos e traz cada fluxo a valor presente pelo WACC. Em resumo: FCFF atual → projeções futuras → desconto pelo WACC → Enterprise Value → valor do patrimônio → valor justo por ação.
A fórmula procura medir o caixa operacional depois dos impostos, investimentos em ativos e necessidade de capital de giro. Duas leituras ajudam: NOPAT = EBIT × (1 − T) é o lucro operacional depois do imposto, e reinvestimento = CAPEX − D&A + ΔNCG é o que volta para a operação; logo, FCFF = NOPAT − reinvestimento − aluguel (quando entra; ver §17), e a taxa de reinvestimento (RR) é reinvestimento ÷ NOPAT.
FCFF atual por componentes (padrão). Cada componente tem o valor reportado (últimos 12 meses da base, CVM) e o usado. O servidor calcula FCFF usado = EBIT usado × (1 − T usada) + D&A usado − CAPEX usado − ΔNCG usado − (principal pago + juros pagos × (1 − T usada)); o reportado nunca vem da tela. A diferença de um componente não é a diferença do FCFF: a do EBIT entra × (1 − T), a do D&A soma, as do CAPEX e do ΔNCG subtraem. Os ajustes aprovados entram no componente certo — o de EBIT pelo valor bruto, tributado pela alíquota usada. A média de 3 ou 5 anos usa os exercícios encerrados em 31/12 (DFP) do mesmo tipo de demonstração da base. Usado diferente do reportado exige justificativa. Se o FCFF gravado não fechar com os cinco componentes (tolerância de R$ 1 mil), a tela usa o "FCFF único" (reportado + ajuste manual justificado).
3. EBIT
EBIT é o resultado operacional antes de despesas financeiras e impostos. Ele separa a capacidade econômica da operação da forma como a empresa se financia.
4. Imposto operacional
O EBIT é ajustado por EBIT × (1 − T). Para empresas brasileiras não financeiras, a referência normalizada do motor é 34%, evitando que benefícios fiscais, prejuízos, créditos ou eventos extraordinários de um período distorçam a leitura operacional de longo prazo. A tela mostra ao lado a alíquota efetiva de 3 anos (−IR/CSLL ÷ LAIR dos três últimos exercícios) só como referência: ela mistura o que é permanente com o que não é (JCP, prejuízo compensado, equivalência, incentivos com prazo). Usar outra alíquota exige justificativa — por exemplo, um incentivo documentado.
5. Depreciação e amortização — D&A
D&A reduz o lucro contábil, mas normalmente não representa saída de caixa no momento do reconhecimento. Por isso é adicionada de volta. O custo econômico de renovar ativos aparece no CAPEX.
6. CAPEX
CAPEX são investimentos em máquinas, equipamentos, instalações, ativos produtivos, intangíveis e outros ativos necessários à operação. É consumo de caixa e entra subtraído no FCFF. Um CAPEX exibido como R$ 2 bilhões significa investimento realizado, não entrada de caixa.
7. Necessidade de Capital de Giro — ΔNCG
Estoques, clientes, fornecedores e outros elementos da operação podem exigir financiamento. ΔNCG positivo consome caixa e reduz o FCFF; ΔNCG negativo é liberação de capital de giro e aumenta o FCFF.
8. Origem dos dados
O valuation parte de dados financeiros históricos. A política é Consolidado (CON) preferencial e Individual (IND) como alternativa quando necessário. A origem técnica fica disponível para auditoria.
9. Valores em reais
O motor trabalha internamente com BRL absoluto. A escala monetária é tratada no pipeline antes do valuation; a interface não cria conversões financeiras paralelas.
10. Projeção do FCFF
Após definir o FCFF inicial, o cenário pode usar crescimento constante, linear, manutenção seguida de convergência ou crescimento personalizado por ano. Cada modo permite representar uma tese diferente sobre maturidade e crescimento da companhia. Nesses modos o FCFF cresce sem que o reinvestimento aumente; para crescimento alto, o modo value driver cobra o investimento (FCFF = NOPAT × (1 − crescimento ÷ ROIC)), e a tela avisa quando o crescimento do ano 1 passa do que o reinvestimento de hoje sustenta.
11. FCFF anual direto
No modo direto, os FCFFs de cada ano são a própria premissa principal. Resíduos de crescimento, fading ou curvas personalizadas não interferem no cálculo direto. Isso é útil para guidance, consenso ou projeções independentes.
12. WACC
WACC significa Weighted Average Cost of Capital. É a taxa de desconto dos fluxos futuros: WACC maior tende a reduzir o valuation e WACC menor tende a aumentá-lo. O padrão é calculado por componentes para cada empresa (Ke = 8,5% + beta × 4,8%, informado como Rf, beta e ERP no ano 1 e no terminal; Kd = 10,5% antes do imposto; D/V até 30%) e continua sendo uma premissa editável do cenário. "Ke direto" permite informar o Ke do ano 1 e o terminal sem os componentes.
13. Crescimento perpétuo e Gordon
Depois do horizonte explícito, o modelo usa o Valor Terminal: VT = FCFF(N+1) ÷ (WACC − g). O crescimento perpétuo pertence somente a N+1; não deve ser reaplicado aos anos explícitos. O padrão é 3% ao ano (nominal), o mesmo do valuation de bancos.
14. Por que WACC precisa ser maior que g?
A fórmula de Gordon exige WACC maior que crescimento perpétuo. Caso contrário, o resultado não representa uma perpetuidade economicamente sustentável. Crescimento terminal elevado exige cautela adicional.
15. ROIC terminal
ROIC, Retorno sobre o Capital Investido, define o reinvestimento necessário: g ÷ ROIC. Padrão: 20% para todas as empresas (ou o da premissa aprovada). Na projeção por crescimento e no FCFF anual direto é diagnóstico — mostra o reinvestimento terminal e alimenta o aviso de coerência — e não altera o valor; no value driver, o FCFF da perpetuidade reinveste g ÷ ROIC terminal e o valor muda com ele.
16. Valor presente dos fluxos
Dinheiro futuro vale menos que dinheiro disponível hoje. Por isso, o modelo desconta os FCFFs explícitos e o Valor Terminal pelo WACC. A soma dos valores presentes forma o Enterprise Value.
17. Do Enterprise Value ao valor do acionista
FCFF avalia a operação como um todo. Os ajustes financeiros previstos pelo motor transformam Enterprise Value em Equity Value. Dividido pela quantidade de ações, o Equity Value resulta no valor justo por ação.
Além da dívida bruta, dos arrendamentos e dos não controladores, a ponte desconta, em "passivos não operacionais", as provisões que funcionam como dívida, sugeridas pelo balanço da CVM: desmobilização (abandono de campos, desmantelamento, desativação, passivo ambiental), benefícios pós-emprego (déficit de pensão e saúde de empregados) e processos judiciais menos os depósitos judiciais já feitos (se os depósitos forem maiores, fica zero — o excesso não vira ativo). Entram × 0,66, porque são dedutíveis quando pagas. Garantias, reestruturação, provisões técnicas de operadoras e "outras provisões" ficam fora. Se houver ajuste aprovado no campo (ex.: Brumadinho na VALE), ele substitui a sugestão.
Arrendamentos (IFRS 16): o FCFF da CVM não tem aluguel (o pagamento fica no financiamento e a depreciação do direito de uso volta na D&A) e o balanço só tem o passivo dos contratos atuais — sozinho, o valuation suporia aluguel de graça depois deles. Nos segmentos em que alugar é o modo de operar (varejo, saúde, educação, telecom, aéreas, serviços), o aluguel do LTM entra no FCFF atual como custo — amortização + juros × (1 − alíquota), pela DFC — e cresce com a projeção; o passivo sai da ponte (campo Arrendamentos = 0). Nos de ativo próprio, terra ou concessão (petróleo, mineração, siderurgia, papel, energia, saneamento…), o aluguel pode substituir investimento próprio (cobrar os dois conta duas vezes): fica o passivo inteiro na ponte, o grupo Aluguel não aparece (o pagamento fica no histórico da base) e a análise da empresa decide, por ajuste aprovado. Também fica fora, até a análise da empresa, quando o aluguel cortaria o valor ÷ cotação em mais da metade, o levaria a zero ou menos (ou deixaria a empresa sem valor por ação) ou o poria abaixo da metade da mediana do setor: um ajuste aprovado com valor 0 trava o aluguel naquela data-base. O campo Arrendamentos leva o passivo inteiro (o que está dentro da dívida bruta e o que está fora); a dívida bruta entra na ponte sem ele.
A cotação é de semanas depois da data-base. Os proventos que já tinham data ex antes dela são de quem tinha a ação antes: o caixa que vai pagá-los ainda está no balanço, mas não é de quem compra hoje. Por isso a ponte desconta, em "outros ajustes negativos", os dividendos e JCP a pagar do balanço, pelo valor cheio; os proventos declarados depois da data-base com data ex antes da cotação entram como ajuste aprovado, com o aviso da empresa (e substituem a sugestão).
18. Valor justo não é preço-alvo garantido
Mudanças em WACC, crescimento, FCFF inicial, trajetória dos fluxos ou crescimento perpétuo podem alterar o resultado. O valor justo descreve o valor compatível com as premissas, não uma promessa de cotação futura.
19. Análise de sensibilidade
A sensibilidade mostra como o valor justo muda diante de combinações de WACC e crescimento perpétuo. Ela ajuda a observar uma faixa de resultados, sobretudo quando o Valor Terminal representa parcela relevante do valuation.
20. Cenários e premissas
Use cenários conservador, base e otimista para comparar hipóteses razoáveis. O objetivo não é encontrar um único número mágico, mas entender quanto a empresa pode valer sob diferentes condições econômicas.
21. Resultados desatualizados
Quando uma premissa relevante muda, o resultado anterior deixa de representar o cenário atual. O portal o sinaliza como desatualizado até que um novo cálculo seja concluído, evitando a interpretação de números produzidos com hipóteses antigas.
22. Campos temporariamente incompletos
Durante a digitação, valores como 4,, 10, ou −2, continuam editáveis sem cálculo prematuro. O cenário permanece desatualizado até que a entrada seja válida; formatos brasileiros seguem aceitos.
23. Números contábeis e valor econômico
O modelo parte das demonstrações financeiras, mas transforma dados e premissas em uma estimativa de geração futura de caixa. Por isso, empresas com patrimônio parecido podem ter valuations diferentes.
24. FCFF não deve ser analisado isoladamente
Além do FCFF, analise estabilidade dos resultados, margens, endividamento, rentabilidade, ROIC, governança, competição, setor, riscos regulatórios, CAPEX futuro, qualidade dos lucros e eventos extraordinários.
Alerta de geração de caixa (⚠): quando o EBIT dos últimos 12 meses, somado aos ajustes aprovados que passaram pelo EBIT, é zero ou negativo, a base mostra um aviso. Há três níveis: recorrente (EBIT ≤ 0 em pelo menos 3 dos 4 últimos exercícios), nos últimos 12 meses (histórico positivo) e só pela redução do capital de giro (o FCFF positivo vem da liberação de giro). O alerta é informativo: não altera o cálculo.
25. Por que utilizar FCFF?
O FCFF separa valor da operação e forma de financiamento. Primeiro avaliamos o negócio; depois tratamos dívida, caixa e valor atribuível aos acionistas. Isso ajuda a comparar empresas com estruturas de capital distintas.
26. Exemplo de interpretação
Se a cotação atual for R$ 30,00 e o valor justo estimado R$ 40,00, a diferença é (40 ÷ 30) − 1 = 33,3%. Segundo aquelas premissas, o valor estimado é maior que o preço atual; isso não é recomendação automática de compra.
27. O mais importante: as premissas
Pergunte se o FCFF base é normal (no bloco "FCFF atual", compare cada componente do último ano com o histórico e com as médias de 3 e 5 exercícios), se o crescimento é sustentável, se o WACC é razoável, se o crescimento perpétuo é conservador e se CAPEX e reinvestimento são coerentes. Quanto maior a sensibilidade, maior o cuidado ao interpretar um valor único.
28. Em resumo
O Valuation FCFF identifica geração de caixa operacional, considera impostos, D&A, CAPEX e capital de giro, projeta os FCFFs, calcula o Valor Terminal, desconta os fluxos pelo WACC, obtém Enterprise Value, chega ao valor dos acionistas e calcula o valor justo por ação. É uma ferramenta para pensar sobre valor, risco, crescimento, reinvestimento e margem de segurança, não uma previsão exata.
29. Índice de siglas
O que significa cada sigla usada nesta tela, na ajuda e em "Ver fórmulas algébricas".
β (beta)
Quanto a ação oscila em relação ao Ibovespa (semanal, 3 anos). β = 1 acompanha o mercado; acima de 1 oscila mais (mais risco, Ke maior); abaixo de 1, menos. Ação pouco negociada usa a mediana do setor.
BASIC
Ações em circulação na data-base, sem diluição, pela demonstração entregue à CVM. É o denominador do valor por ação.
BR10Y
Taxa do título público brasileiro de 10 anos — o juro de hoje. Aparece só como referência para quem quiser subir o Rf do ano 1.
CAPEX
Investimento em ativos fixos (máquinas, obras, sistemas) necessário para manter e expandir a operação.
CAPM
Modelo que monta o custo do capital próprio: Ke = Rf + β × ERP.
D&A
Depreciação e amortização: despesa contábil que não sai do caixa no ano; por isso volta no cálculo do FCFF.
D/V (e E/V)
Peso da dívida no capital: dívida ÷ (dívida + valor de mercado das ações). E/V = 1 − D/V é o peso das ações. Padrão: D/V a mercado, limitado a 30%; com o aluguel no FCFF, a dívida é sem os arrendamentos.
EBIT
Resultado operacional antes de juros e impostos.
Equity (Equity Value)
Valor que pertence aos acionistas: EV menos dívida, arrendamentos, não controladores e passivos não operacionais, mais caixa e ativos não operacionais.
ERP
Prêmio de risco de mercado: retorno extra que o investidor exige para ter ações em vez do título sem risco. Padrão: 4,8%.
EV (Enterprise Value)
Valor das operações da empresa, para acionistas e credores juntos: valor presente dos FCFF projetados + valor terminal.
FCFF (FCFF₀, FCFFₜ)
Fluxo de caixa livre da firma: caixa das operações depois de impostos e investimentos, antes de pagar credores e acionistas. FCFF₀ é o ponto de partida (últimos 12 meses); FCFFₜ, o do ano t.
g (g₁, gₜ, g∞)
Taxa de crescimento do FCFF: g₁ no ano 1, gₜ no ano t e g∞ (crescimento perpétuo) a partir do ano N+1. Padrão do g∞: 3% ao ano, nominal.
Gordon
Fórmula da perpetuidade com crescimento constante: valor = fluxo do ano seguinte ÷ (taxa − crescimento).
h
Anos em que o crescimento do ano 1 é mantido antes de convergir (evolução "Manter e depois convergir").
Kd
Custo da dívida antes do imposto. Padrão: Rf + 2 pontos percentuais.
Ke (Ke₁ e Ke terminal)
Custo do capital próprio: retorno mínimo que o acionista exige. Ke₁ é o do ano 1 e o Ke terminal vale na perpetuidade; entre os dois, linha reta.
LTM
Últimos 12 meses (do inglês last twelve months).
Mid-Year / End-Year
Momento dos fluxos no desconto: ao longo do ano (meio ano, padrão) ou no fim de cada ano.
N
Horizonte explícito: anos projetados um a um (padrão 5). N+1 é o primeiro ano da perpetuidade.
NCG (ΔNCG)
Necessidade de capital de giro (estoques + contas a receber − fornecedores e outras contas operacionais). ΔNCG é a variação no período: quando cresce, consome caixa.
NOPAT
Lucro operacional depois do imposto: EBIT × (1 − alíquota). É o ponto de partida do FCFF.
p.p.
Pontos percentuais: de 8,5% para 10,5% são 2 p.p.
Rf
Taxa livre de risco em reais. Padrão: 8,5% (juro de longo prazo: EUA 4,8% + risco-Brasil 2,3% + diferencial de inflação 1,4%).
RR (taxa de reinvestimento)
Parte do NOPAT reinvestida na operação: (CAPEX − D&A + ΔNCG) ÷ NOPAT. FCFF = NOPAT × (1 − RR).
ROIC
Retorno sobre o capital investido. No terminal, testa se o g∞ é sustentável: reinvestimento necessário = g∞ ÷ ROIC. No value driver, define também quanto se reinveste para crescer nos anos projetados (crescimento ÷ ROIC).
τ (escudo fiscal)
Alíquota de IR e CSLL que reduz o custo da dívida, porque os juros são dedutíveis. Padrão: 34%.
TV
Valor terminal: valor, no ano N, de todos os fluxos a partir do ano N+1 (Gordon).
Value driver
Modo de projeção que cobra o investimento necessário para crescer. Para crescer, a empresa precisa investir, e esse dinheiro sai do lucro. Quanto ela precisa investir depende do retorno de cada real investido (ROIC): reinvestimento = crescimento ÷ ROIC; o caixa livre é o que sobra, FCFF = NOPAT × (1 − crescimento ÷ ROIC). Exemplo (WEGE3): para crescer 12% com ROIC de 33,6%, a empresa reinveste 36% do lucro operacional e sobram 64% como caixa livre; na perpetuidade, crescer 3% com ROIC terminal de 20% exige reinvestir só 15%. Diferença para a projeção por crescimento: lá o FCFF cresce sem pagar o investimento, o que dá valor demais a quem cresce rápido. Crescer só aumenta o valor quando o ROIC é maior que o WACC. A tela abre neste modo para as empresas com premissa de crescimento aprovada (hoje, a WEGE3); nas demais, você pode escolhê-lo à mão.
WACC
Custo médio ponderado de capital: Ke × E/V + Kd × (1 − τ) × D/V. É a taxa que desconta o FCFF.
30. Detalhes de cada campo
O "?" de cada campo traz só o essencial; aqui ficam as regras completas.
Usado e Diferença (FCFF atual)
O usado é o valor que entra no FCFF da base: FCFF usado = EBIT usado × (1 − alíquota usada) + D&A usado − CAPEX usado − ΔNCG usado. O reportado (CVM, últimos 12 meses) fica travado como referência; o usado abre com o reportado mais os ajustes sugeridos. A Diferença é usado − reportado de cada componente, não do FCFF: no FCFF a do EBIT entra × (1 − alíquota), a do D&A soma e as do CAPEX e do ΔNCG subtraem (ex.: EBIT −28.355,67 × 0,66 = −18.714,74).
Médias de 3 e 5 anos
Soma do componente nos exercícios fechados (DFP, 31/12) ÷ 3 ou ÷ 5. O botão põe a média na coluna Usado (R$ milhões, 2 casas) e preenche a justificativa; o servidor recalcula o FCFF usado. "Reportado" desfaz.
Aluguel (arrendamentos)
Com o IFRS 16 o aluguel saiu das despesas: o FCFF da CVM não tem aluguel e o balanço só tem a dívida dos contratos atuais. Nas empresas que alugam para operar (lojas, hospitais, escolas, torres…), o aluguel pago em 12 meses entra como custo — principal cheio + juros × (1 − alíquota) — e cresce com a projeção; o campo Arrendamentos fica 0. Os juros vêm da DFC; sem linha de juros pagos, são estimados pelos juros contabilizados; se a DFC não separa, o pagamento inteiro fica no principal. Nas de ativo próprio, terra ou concessão (petróleo, mineração, energia…) e quando o dado da DFC não é confiável, o aluguel fica 0 e a dívida do arrendamento fica na ponte.
Arrendamentos (ponte)
Passivo de arrendamento inteiro: o que está dentro da dívida bruta (2.01.04.03 + 2.02.01.03) e o que está fora; a dívida bruta entra na ponte sem ele.
Passivos não operacionais
Sugestão pelo balanço = 0,66 × [desmobilização (abandono, desmantelamento, passivo ambiental) + benefícios pós-emprego (déficit de pensão e saúde) + máx(processos judiciais − depósitos judiciais; 0)], ou seja, líquido de 34% de imposto. As contas usadas aparecem em "Ajustes sugeridos"; ajuste aprovado no campo substitui a sugestão.
Outros ajustes negativos
Dividendos e JCP a pagar na data-base, pelo valor cheio: são de quem tinha a ação na data ex, anterior à cotação. Proventos declarados depois da data-base com data ex antes da cotação não estão no balanço e entram como ajuste aprovado (com o aviso da empresa), que substitui a sugestão.
Ke por componentes
Ke = Rf + β × ERP no ano 1 e no terminal, calculado pela API — o mesmo bloco da tela de bancos, imobiliárias e seguradoras. Entre os dois, o custo de capital muda em linha reta até o ano N+1.
Rf (juro sem risco)
8,5% em reais pelo método de mercado: Rf dos EUA 4,8% + risco-Brasil 2,3% + diferencial de inflação 1,4% (avaliação da EY, base 30/09/2025). O BR10Y do dia aparece só como referência: ele já embute o risco-país e, no pico dos juros, superestima o Ke.
Beta
Beta semanal de 3 anos contra o Ibovespa, pela classe de maior volume. Ação pouco negociada, beta baixo, beta ≤ 0 ou histórico curto → mediana do setor.
ERP (prêmio de risco)
4,8% (avaliação da EY); o risco-país já está no Rf, por isso não entra de novo aqui.
ROIC terminal
Reinvestimento necessário na perpetuidade = crescimento perpétuo ÷ ROIC terminal (3% ÷ 20% = 15%). Padrão: 20% (ou o da premissa aprovada). Na projeção por crescimento e no FCFF anual direto é diagnóstico (não altera o valor justo); no value driver entra no valor.
🔽 Ver fórmulas algébricas (FCFF — fluxo de caixa livre da firma)
Por componentes (padrão): cada componente reportado (últimos 12 meses, CVM) pode ser trocado pelo usado, com justificativa — por exemplo a média de 3 ou 5 exercícios; os ajustes aprovados caem no componente certo (impairment no EBIT, pelo valor bruto; CAPEX de expansão no CAPEX; capital de giro no ΔNCG). FCFF único: \(FCFF_0 = FCFF_{\text{LTM}} + \text{ajuste manual justificado}\). Sem alteração, os dois dão o mesmo \(FCFF_0\).
2. Projeção do FCFF (anos \(t = 1, \dots, N\))
$$FCFF_t = FCFF_{t-1} \times (1 + g_t)$$
Evolução do crescimento — constante: \(g_t = g_1\); por ano: \(g_t\) informado; convergência linear (padrão) e manter \(h\) anos e convergir:
$$g_t = g_1 + \frac{t-1}{N}\,(g_\infty - g_1) \qquad\qquad g_t = \begin{cases} g_1 & t \le h \\[2pt] g_1 + \dfrac{t-h}{N+1-h}\,(g_\infty - g_1) & t \gt h \end{cases}$$
O crescimento perpétuo \(g_\infty\) só vale a partir do ano \(N+1\). No modo "FCFF anual direto", cada \(FCFF_t\) é informado.
End-Year: sem os fatores \((\cdot)^{0{,}5}\). O desconto é sempre acumulado ano a ano — nunca \((1 + WACC_N)^N\).
6. Do EV ao valor por ação
$$Equity = EV - \text{dívida bruta} - \text{arrendamentos} + \text{caixa} + \text{ativos não operacionais} - \text{não controladores} - \text{passivos não operacionais} \pm \text{outros ajustes}$$
$$\text{Valor justo por ação} = \frac{Equity}{\text{ações (BASIC)}}$$
Dívida bruta sem os arrendamentos; "arrendamentos" = passivo de arrendamento inteiro (dentro e fora da dívida bruta), ou 0 quando o aluguel está no \(FCFF_0\) — nunca os dois. "Outros ajustes" negativos incluem os dividendos e JCP a pagar (proventos com data ex antes da cotação).
7. Diagnóstico do crescimento perpétuo (não altera o valor)
Todo o cálculo é feito pelo motor Python no servidor; a tela só envia as premissas e mostra a resposta. O significado de cada sigla (FCFF, g, WACC, Ke, Kd, D/V, Rf, β, ERP, ROIC…) está no Índice de siglas, no fim de "Como funciona o Valuation FCFF?".
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1
Base financeira e auditoria
Origem: GET /bases · snapshot mantido somente em memória
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Diagnósticos da base
2
FCFF e projeção — FCFF atual ?FCFF atual: o caixa que a operação gerou nos últimos 12 meses da base, depois dos impostos e dos investimentos e antes de pagar credores e acionistas. É o ponto de partida da projeção. EBIT × (1 − alíquota): lucro operacional depois do imposto. + D&A: depreciação e amortização voltam, porque não saem do caixa. − CAPEX: investimento em fábricas, máquinas e sistemas. − ΔNCG: dinheiro que fica preso (ou é liberado) no capital de giro — estoques, clientes, fornecedores. − aluguel: arrendamentos pagos, quando entram no FCFF. Você pode montar pelos componentes (padrão) ou digitar um FCFF único.
FCFF = EBIT × (1 − alíquota) + D&A − CAPEX − ΔNCG − aluguel (quando entra) · últimos 12 meses da base
2
FCFF e projeção — projeção
A taxa de crescimento aumenta ou diminui gradualmente do valor inicial até o crescimento perpétuo, que é atingido somente no ano N+1.
A curva e o FCFF anual são calculados exclusivamente pela API.
1 ano equivale à Convergência linear. Para manter a taxa inicial antes da convergência, utilize 2 ou mais anos.
Informe exatamente um FCFF em R$ milhões por ano. Use vírgula para decimais; ponto é separador de milhar.
O lucro operacional do ano 0 vem do FCFF por componentes (EBIT usado × (1 − alíquota usada)). Na perpetuidade, o reinvestimento usa o ROIC terminal (seção 4).
O value driver exige o FCFF "Por componentes" (seção 1): é de lá que vem o lucro operacional.
3
Custo de capital e timing
ComponenteAno 1TerminalRf (%) ?Juro sem risco em reais. Padrão: 8,5% (juro de longo prazo). Para usar os juros de hoje, suba só o ano 1.Beta ?Quanto a ação oscila em relação ao mercado (1 = igual ao Ibovespa). Ação pouco negociada usa o beta do setor.ERP (%) ?Retorno extra que se exige da bolsa acima do juro sem risco. Padrão: 4,8%.
ComponenteAno 1TerminalKe (%) ?Retorno exigido pelo acionista, digitado por você.
Kd pré-imposto (%) ?Juro que a empresa paga na dívida, antes do desconto do imposto.Alíquota do escudo (%) ?Imposto economizado porque os juros da dívida são dedutíveis. Padrão: 34%.D/V (%) ?Quanto da empresa é financiado por dívida (o resto é dos sócios). Define o peso de cada custo no WACC.
O WACC calculado e seu fading vêm somente da resposta da API.
4
Perpetuidade
FCFF N+1, WACC perpétuo, Gordon e desconto terminal são resultados do backend.
5
Ajustes manuais EV → Equity
Dívida e caixa reportados não são editáveis. Os efeitos com sinal vêm da API. Campo diferente de zero exige justificativa. Use vírgula para decimais; ponto é separador de milhar.
Premissas alteradas — os resultados abaixo correspondem ao cálculo anterior. Recalcule o cenário para atualizá-los.
Análise terminal-only: os anos 1...N permanecem congelados exatamente como no cenário calculado. A API Python calcula todas as células.
Calculando matriz no motor FCFF…
Cenário-baseWACC terminal ≤ g perpétuo
Diagnósticos gerais da sensibilidade
Ponte Enterprise Value → Equity Value
Evolução do crescimento
Curva autoritativa retornada pelo motor Python.
Tabela anual auditável
Premissa → projeção → desconto → valor presente, conforme resposta do motor.
Diagnósticos do cálculo
🏦 Valuation Bancos — motor de patrimônio (DDM)
Desconto de dividendos pelo contrato homologado (SDD DDM bancário 0.2), com cálculo exclusivo pelo motor Python auditável.
🔒
Valuation de bancos bloqueado
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Guia do investidor
Como funciona o valuation de bancos
A ideia
Em bancos a dívida é matéria-prima do negócio (o banco capta para emprestar), então o valor é medido pelo que chega ao acionista: dividendos e JCP. O modelo projeta o patrimônio, o lucro e os dividendos do banco e traz tudo a valor presente pelo custo do capital próprio (Ke).
PL × ROE = lucro → lucro × payout = dividendos → dividendos dos próximos anos + valor terminal → desconto pelo Ke → valor justo por ação
Todo o cálculo é feito pelo servidor; a tela só envia as premissas e mostra a resposta. As fórmulas completas do motor estão em "Ver fórmulas algébricas", logo abaixo do link desta ajuda.
Como usar a tela
Digite o ticker (ex.: ITUB4) e clique em Carregar base. Os campos já vêm preenchidos com os valores automáticos e o resultado aparece em seguida.
Altere qualquer campo editável: o resultado recalcula sozinho. Enquanto isso, aparece o aviso "Premissas alteradas".
O ? ao lado de cada campo explica a premissa e mostra o valor automático, a fonte, a data e a qualidade do dado.
Campo alterado mostra "Manual · automático x" e o botão Restaurar padrão. Apagar o campo ou digitar o próprio valor automático também volta ao padrão.
Formatos: percentuais em % (ex.: 4,5); PL em R$ milhões, com ponto para milhar e vírgula para decimais (ex.: 181.281,5); beta em decimal (ex.: 1,13).
1. Base (só leitura)
Empresa, data-base, PL dos controladores, lucro e ROE dos últimos 12 meses (LTM), ações, cotação e beta. Os dados vêm das demonstrações da empresa (consolidado; individual só quando o consolidado não serve, sem misturar) e das cotações dos últimos 30 dias. Ações e cotação não são editáveis.
A base mostra também os proventos (dividendos + JCP) dos últimos 12 meses com um selo de frescor (EM DIA; atraso de 1 trimestre em amarelo; 2 ou mais em vermelho, com aviso) e o payout desses 12 meses (LTM) ao lado do normalizado.
Em "Histórico" você vê as janelas de 12 meses que formam o payout normalizado (proventos, lucro, payout e o motivo quando falta valor) e, ano a ano, lucro, PL, ROE e dividendos + JCP do exercício com a fonte; em "Diagnósticos da base", os avisos sobre os dados.
2. Lucro, dividendos e projeção — o que você pode alterar
PL dos controladores (R$ mi): ponto de partida da projeção e do terminal. Padrão: o PL da data-base.
ROE normalizado (%): o retorno sobre o patrimônio para o qual o banco converge. Padrão: mediana do ROE anual dos últimos 5 anos válidos (4 ou 3 se faltar histórico).
Modo de projeção: lucro, dividendos e PL fecham uma conta (a ponte do PL), então payout e crescimento do PL não podem ser escolhidos juntos. Por payout (padrão): você informa o payout e o crescimento do PL sai da conta. Por crescimento: você informa o crescimento do PL e o payout sai da conta (pode passar de 100% ou ficar negativo; os diagnósticos avisam).
Payout ano 1 → Payout normalizado (%): parte do lucro paga como dividendos + JCP. O normalizado é a mediana do payout de 12 meses (dividendos + JCP declarados nos 12 meses ÷ lucro dos 12 meses) em 5 janelas terminadas na data-base e na mesma data dos 4 anos anteriores (4 ou 3 se faltar dado); com menos de 3 janelas válidas, a mediana dos exercícios fechados. O do ano 1 abre igual ao normalizado (o ? mostra o payout LTM); se o valor com o ano 1 = LTM mudar 5% ou mais, os diagnósticos avisam e mostram esse valor (a diferença em p.p. fica na base e no Histórico). O que não é pago fica no patrimônio e faz o banco crescer. No padrão (convergência ao terminal) o payout vai do ano 1 até o payout do terminal, atingido no ano N+1; na convergência linear, o normalizado é atingido no último ano projetado e, depois, o payout é o do terminal.
Crescimento do PL ano 1 (%) (modo por crescimento): abre com o crescimento que o modo por payout dá no ano 1 e vai até o crescimento perpétuo, atingido no ano N+1.
Evolução: no modo por payout, o padrão é a Convergência ao terminal; há também as quatro opções do FCFF — constante, convergência linear (padrão no modo por crescimento), manter e depois convergir, por ano. Na convergência ao terminal o ROE e o payout vão em linha reta até os do terminal, atingidos no ano N+1 (o ROE, depois de chegar ao normalizado, desce até o ROE terminal; o payout sobe até o payout terminal). Assim o crescimento do PL desce aos poucos até o perpétuo, sem o degrau do ano N+1. O payout normalizado fica só como valor do ano 1.
Horizonte explícito (anos): quantos anos são projetados um a um antes da perpetuidade. Padrão: 5 (de 1 a 10).
Convergência do ROE (anos): em quantos anos o ROE sai do LTM e chega ao normalizado. Padrão: 2.
Trajetória do ROE: "Do LTM ao normalizado" (padrão) ou "Normalizado desde o ano 1".
Como ROE, payout e crescimento se amarram. O patrimônio só cresce com o lucro que fica no banco, e o lucro do ano rende sobre o PL médio do ano:
Lucro = ROE × PL médio · Dividendos = payout × lucro · PL do fim = PL do início + lucro − dividendos → x = ROE × (1 − payout) e crescimento do PL = x ÷ (1 − x/2)
São três números e uma conta: escolhidos dois, o terceiro sai dela. Exemplo: ROE 15% e payout 60% → x = 6% e o PL cresce 6% ÷ 0,97 = 6,19% no ano. Por isso, no modo por payout, o crescimento de cada ano (g₁ … gN) aparece em Projeção anual (coluna "g do PL"; "g simples" é o x). No padrão (convergência ao terminal) o ROE e o payout andam até os do terminal e o g desce aos poucos até o perpétuo. Na convergência linear ele fica igual de um ano para outro quando o ROE já chegou ao normalizado e o payout não muda (ano 1 = normalizado); muda se você mudar o ROE, a convergência, o payout do ano 1 ou a evolução. Depois do ano N vale o crescimento perpétuo da seção 4.
Quando o ROE LTM está a 5 pontos percentuais ou mais do normalizado, os diagnósticos avisam e mostram quanto valeria o banco com o ROE no nível do LTM.
3. Custo de capital e timing — o que você pode alterar
Ke = Rf + β × ERP, no ano 1 e no terminal; entre os dois, linha reta até o ano N+1
Por componentes (CAPM), padrão: altere a taxa livre de risco em reais (Rf) — padrão 8,5% (Rf dos EUA + risco-Brasil + diferencial de inflação, método de mercado; o BR10Y do dia aparece no ? como referência) —, o beta — semanal de 3 anos contra o IBOV, pela classe mais negociada; beta setorial 1,05 para ações pouco negociadas — e o prêmio de risco (ERP) — padrão 4,8%. Cada um tem um valor no ano 1 e um no terminal (a mesma grade da tela do FCFF); ao abrir, os dois são iguais (juro de longo prazo). Para refletir os juros de hoje, suba só o Rf do ano 1: o Ke cai ano a ano até o terminal, e cada dividendo é descontado pelo produto (1 + Ke₁) × … × (1 + Keₜ). O Ke resultante aparece na última linha da grade (em geral 13% a 15%, perto do custo de capital que os próprios bancos declaram); o terminal (Gordon e o limite do T2) usa o Ke terminal.
Ke direto: você informa o Ke do ano 1 e o terminal; Rf, beta e ERP deixam de ser usados. Os campos vêm preenchidos com o Ke atual. Voltar para "Por componentes" restaura o CAPM.
Momento dos dividendos: Mid-Year (padrão: pagos ao longo do ano) ou End-Year (no fim de cada ano).
4. Perpetuidade — o que você pode alterar
Crescimento perpétuo (%): crescimento nominal depois do horizonte explícito. Padrão: 3% (o mesmo das empresas: crescimento real perto de zero ou levemente negativo, abaixo do crescimento nominal da economia no longo prazo). Precisa ficar abaixo do Ke.
Terminal T2 — convergência competitiva (padrão): no longo prazo a concorrência limita o retorno do banco ao seu custo de capital; o ROE terminal fica no menor valor entre o normalizado e o Ke, e o P/B terminal nunca passa de 1.
Terminal T1 — franquia preservada: o banco mantém para sempre o ROE normalizado (marca forte, vantagem duradoura).
5. Resultados
Valor justo por ação (e por unit, em BPAC11, SANB11 e BRBI11), cotação, upside e margem de segurança (ou prêmio sobre o valor justo, quando a cotação está acima). Também: valor do patrimônio (Equity Value), valor presente dos dividendos, valor terminal e a participação do terminal no total. Os avisos do cálculo ficam em "Diagnósticos do cálculo".
Sensibilidade Ke × crescimento perpétuo
Cada célula refaz o cálculo inteiro com a curva do Ke deslocada pelo valor da linha (o mesmo deslocamento no ano 1 e no terminal; a linha mostra o Ke terminal) e o crescimento perpétuo da coluna, mantendo as demais premissas. Quando o T2 limita o ROE terminal ao Ke, as colunas de crescimento dão o mesmo valor: crescer ganhando só o custo de capital não cria valor.
Projeção anual, Ke implícito e terminal (abaixo da sensibilidade)
Projeção anual: ROE, payout, crescimento do PL (g do PL; "g simples" = ROE × (1 − payout), só referência), lucro, dividendos, PL no fim, Ke, fator de desconto e valor presente de cada ano. É onde aparecem g₁ … gN.
Ke implícito no preço: o Ke que faz o valor calculado igualar a cotação ("que retorno o mercado está exigindo?"). Em bancos negociados muito acima do patrimônio pode não existir em T2; aí veja o de T1.
Terminal T2 × T1: os dois terminais lado a lado e as conferências do contrato.
Leitura
O valor é uma estimativa condicionada às premissas, não uma previsão de preço nem recomendação. Com o Ke de mercado e o T2, os bancos grandes ficam perto da cotação; franquias com ROE alto por muito tempo (Itaú, BTG) ficam abaixo no T2 e se aproximam no T1. Bancos estaduais ou pouco negociados podem ficar muito acima da cotação: o mercado aplica um desconto (controle, liquidez, risco político) que o modelo não captura — a tela avisa. Analise também qualidade do crédito, provisões, capital regulatório (Basileia), eficiência e riscos regulatórios.
Índice de siglas
O que significa cada sigla usada nesta tela, na ajuda e em "Ver fórmulas algébricas" (vale para bancos, imobiliárias e seguradoras).
β (beta)
Quanto a ação oscila em relação ao Ibovespa (semanal, 3 anos). Ação pouco negociada usa o beta do setor (bancos 1,05; imobiliárias 1,245; seguradoras 0,69).
BASIC
Ações em circulação na data-base, sem diluição. É o denominador do valor por ação.
BR10Y
Taxa do título público brasileiro de 10 anos — o juro de hoje. Aparece só como referência para quem quiser subir o Rf do ano 1.
CAPM
Modelo que monta o custo do capital próprio: Ke = Rf + β × ERP.
DDM
Modelo de desconto de dividendos: o valor da ação é o valor presente dos dividendos (e JCP) futuros.
Divₜ e Div N+1
Dividendos + JCP brutos do ano t; Div N+1 é o primeiro dividendo da perpetuidade.
DVA / DMPL
Demonstração do Valor Adicionado e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: de onde vêm os dividendos do exercício (DVA individual nos bancos; DMPL individual nas imobiliárias e seguradoras).
Equity Value
Valor do patrimônio para o acionista: dividendos explícitos + valor terminal, a valor presente.
ERP
Prêmio de risco de mercado: retorno extra exigido para ter ações em vez do título sem risco. Padrão: 4,8%.
g (g₁, gₜ, g∞)
Aqui, crescimento do patrimônio (PL): g₁ no ano 1, gₜ no ano t e g∞ (crescimento perpétuo) a partir do ano N+1. Padrão do g∞: 3% ao ano, nominal.
h
Anos em que o valor do ano 1 (payout ou crescimento) é mantido antes de convergir.
JCP
Juros sobre capital próprio: forma de remunerar o acionista dedutível do IR; entra junto com os dividendos.
Ke (Ke₁ e Ke terminal)
Custo do capital próprio: retorno mínimo que o acionista exige. Ke₁ é o do ano 1 e o Ke terminal vale na perpetuidade; entre os dois, linha reta. Ke implícito: o Ke constante que faz o valor igualar a cotação.
LTM
Últimos 12 meses (do inglês last twelve months).
M
Anos de convergência do ROE do LTM até o normalizado (padrão 2).
Mid-Year / End-Year
Momento dos dividendos no desconto: ao longo do ano (meio ano, padrão) ou no fim de cada ano.
N
Horizonte explícito: anos projetados um a um (padrão 5). N+1 é o primeiro ano da perpetuidade.
P/B (P/B justificado)
Preço ÷ patrimônio por ação. O P/B justificado é o múltiplo que o terminal implica: acima de 1 só se o ROE terminal superar o Ke.
Payout
Parte do lucro paga como dividendos + JCP brutos. LTM: dos últimos 12 meses; normalizado: mediana de 5, 4 ou 3 janelas de 12 meses até a data-base (reserva: exercícios); terminal: o que sai da conta na perpetuidade.
PL (PL₀, PLₜ, PL do ano N)
Patrimônio líquido dos controladores: na data-base, no fim do ano t e no fim do horizonte.
p.p.
Pontos percentuais.
Rf
Taxa livre de risco em reais. Padrão: 8,5% (juro de longo prazo: EUA 4,8% + risco-Brasil 2,3% + diferencial de inflação 1,4%).
ROE (LTM, normalizado, terminal)
Retorno sobre o patrimônio: lucro ÷ PL médio. LTM: dos últimos 12 meses; normalizado: mediana anual de 5, 4 ou 3 anos; terminal: o da perpetuidade (no T2, limitado ao Ke).
T1 / T2
Modos do terminal. T2 (padrão): a concorrência limita o ROE terminal ao Ke (P/B terminal ≤ 1). T1: o ROE normalizado se mantém para sempre (franquia).
TV
Valor terminal: valor, no ano N, de todos os dividendos a partir do ano N+1 (Gordon no PL médio).
Unit
Certificado negociado na bolsa que reúne várias ações (ex.: SANB11). Valor por unit = valor por ação × ações por unit.
xₜ
ROE × (1 − payout): a parte do lucro retida, em relação ao PL; define o crescimento do PL no modo por payout.
Detalhes de cada campo
O "?" de cada campo traz só o essencial; aqui ficam as regras completas.
PL dos controladores
Patrimônio líquido dos controladores na data-base, pela demonstração da empresa: ponto de partida da projeção (ROE × PL) e do terminal.
ROE normalizado
Mediana do ROE anual (lucro ÷ PL médio) na janela de 5, 4 ou 3 anos válidos. A projeção chega a ele (convergência do ROE) e, no padrão por payout (convergência ao terminal), desce depois em linha reta até o ROE do terminal no ano N+1; ele também alimenta o terminal. Ajuste aprovado substitui a mediana (justificativa no bloco "Ajustes aprovados").
Payout normalizado
Mediana do payout de 12 meses (dividendos + JCP brutos declarados ÷ lucro, nos mesmos 12 meses) em 5 janelas terminadas na data-base e na mesma data dos 4 anos anteriores (4 ou 3 se faltar dado). Cada janela = exercício anterior + acumulado do ano − acumulado do ano anterior, do mesmo ITR. Com menos de 3 janelas válidas, reserva: mediana dos exercícios fechados. Fonte: DVA individual nos bancos (ou documento da empresa); DMPL individual nas imobiliárias e seguradoras. Por payout: no padrão (convergência ao terminal) é o valor do ano 1; na convergência linear, é atingido no ano N.
Payout ano 1
Padrão: igual ao normalizado. Para partir do payout dos últimos 12 meses (LTM, na base e no Histórico), digite-o; se o valor com o ano 1 = LTM mudar 5% ou mais, os diagnósticos avisam e mostram esse valor. O payout vai do ano 1 ao normalizado conforme a evolução; o crescimento do PL sai da conta (calculado pela API).
Crescimento do PL ano 1
Padrão: o crescimento que o modo por payout dá no ano 1 (ROE do ano 1 × (1 − payout), pela ponte exata), para que trocar de modo não mude o ponto de partida. Vai até o g perpétuo, atingido no ano N+1; o payout sai da conta.
Payout legal (Histórico)
Dividendos + JCP do exercício ÷ lucro individual (eixo legal). Só diagnóstico: o motor usa o payout econômico (SDD §5).
Rf, beta e ERP
Rf 8,5% = EUA 4,8% + risco-Brasil 2,3% + diferencial de inflação 1,4% (EY, base 30/09/2025); o BR10Y do dia é só referência (já embute o risco-país e, no pico dos juros, superestima o Ke). Beta semanal de 3 anos contra o Ibovespa, pela classe de maior volume; ação pouco negociada, beta baixo, beta ≤ 0 ou histórico curto → beta setorial (bancos 1,05; imobiliárias 1,245; seguradoras 0,69 — mediana dos comparáveis). ERP 4,8% (EY). Ke direto desliga o CAPM; o Ke vai do ano 1 ao terminal em linha reta.
Crescimento perpétuo
Padrão 3%, o mesmo das empresas: crescimento real ≈ zero a levemente negativo, abaixo do PIB nominal de longo prazo. Deve ficar abaixo do Ke.
Ke implícito no preço
Ke único (igual em todos os anos) que faz o valor calculado igualar a cotação, com as demais premissas do cenário; calculado pela API (bisseção no motor Python).
🔽 Ver fórmulas algébricas (DDM — desconto de dividendos; bancos, imobiliárias e seguradoras)
1. Ponto de partida
\(PL_0\) = PL dos controladores na data-base; \(ROE_{\text{LTM}}\) = lucro dos 12 meses ÷ PL médio; \(ROE_{\text{norm}}\) = mediana do ROE anual (5, 4 ou 3 anos); \(Payout_{\text{norm}}\) = mediana do payout de 12 meses (dividendos + JCP brutos declarados ÷ lucro, em janelas terminadas na data-base e nos 4 anos anteriores; reserva: mediana dos exercícios). Imobiliárias e seguradoras usam as mesmas fórmulas; muda só a origem dos dados.
2. Trajetória do ROE (\(M\) = anos de convergência, padrão 2)
Convergência linear (padrão no modo por crescimento): o payout chega ao normalizado no ano \(N\) (no \(N+1\) o payout é o do terminal); o crescimento chega a \(g_\infty\) no ano \(N+1\). Constante: o valor do ano 1 em todos os anos. Manter \(h\) anos e convergir: o valor do ano 1 até \(h\) e depois a reta, com \(\frac{t-h}{N-h}\) (payout) ou \(\frac{t-h}{N+1-h}\) (crescimento). Por ano: cada valor informado. Padrão: \(Payout_1 = Payout_{\text{norm}}\); \(g_1 = x_1 / (1 - x_1/2)\) com \(Payout_{\text{norm}}\).
Por payout, na convergência linear com \(Payout_1 = Payout_{\text{norm}}\), \(x_t\) e \(g_t\) ficam constantes a partir do ano \(M\) (ROE no normalizado); em \(N+1\) o crescimento passa a \(g_\infty\) e o payout ao do terminal (seção 6). Em "Projeção anual", "g do PL" é \(g_t\) e "g simples (referência)" é \(x_t\).
Convergência ao terminal (padrão no modo por payout): com \(s\) = ano em que o ROE chega ao normalizado (\(M\) no R2; 1 no R1) e \(ROE_{\text{term}}\), \(Payout_{\text{term}}\) da seção 6, recalculados a cada cálculo (mudam com o Ke terminal, o \(g_\infty\) e o T1/T2):
End-Year: sem os fatores \((\cdot)^{0{,}5}\). Ke implícito no preço: o Ke constante que faz o valor igualar a cotação (bisseção no motor). Todo o cálculo é feito pelo motor Python no servidor. O significado de cada sigla (PL, ROE, payout, g, Ke, Rf, β, ERP, P/B…) está no Índice de siglas, no fim de "Como funciona o valuation…".
Informe o ticker de um banco.
1
Base
Origem: GET /valuation/equity/{ticker}/base · sessão somente leitura
Informe o ticker de um banco para carregar a base.
Histórico: payout de 12 meses, lucro, PL, ROE e dividendos do exercícioDiagnósticos da base
2
Lucro, dividendos e projeção ?Como a projeção é feita, ano a ano (anos 1 a N): Lucro = ROE × PL médio do ano. O ROE parte do ROE dos últimos 12 meses e chega ao ROE normalizado. Dividendos = payout × lucro. É a parte do lucro paga aos acionistas (dividendos e JCP). PL do fim do ano = PL do início + lucro − dividendos. O que não é distribuído fica na empresa e faz o patrimônio crescer; é o PL de partida do ano seguinte.
Carregue a base.
ROE e payout vão em linha reta até os do terminal e chegam a eles no ano N+1: o ROE, depois de chegar ao normalizado, desce até o ROE terminal (no T2, Ke ÷ (1 + g∞/2); no T1 não desce); o payout sai do ano 1 e sobe até o payout terminal, 1 − g∞ ÷ [ROE terminal × (1 + g∞/2)]. O crescimento do PL sai da conta e chega ao perpétuo sem degrau. O payout normalizado fica só como valor do ano 1.
1 ano equivale à Convergência linear. Para manter o valor do ano 1 antes da convergência, utilize 2 ou mais anos.
3
Custo de capital e timing
Carregue a base.
4
Perpetuidade
Carregue a base.
Dividendo N+1, P/B justificado, Gordon e desconto terminal são resultados da API.
Premissas alteradas — os resultados abaixo são do cálculo anterior e serão atualizados.
5
Resultados
Sensibilidade — Ke × crescimento perpétuo
Cada célula recalcula o valuation inteiro com um único Ke: o Ke da linha desconta os dividendos e o terminal, e o g∞ da coluna muda só a perpetuidade. As demais premissas ficam como no cenário. A API Python calcula todas as células.
Calculando a matriz…
Projeção anual
ROE → lucro → dividendos → patrimônio → valor presente, conforme resposta do motor. O crescimento do PL de cada ano (g₁ … gN) sai da conta: g do PL = x ÷ (1 − x/2), com x = ROE × (1 − payout) — a coluna "g simples" mostra o x. No padrão (convergência ao terminal) o ROE e o payout andam até os do terminal e o g desce até o perpétuo; na convergência linear, com o ROE no normalizado e o payout constante, o g fica igual de um ano para outro.
Ke implícito no preçoTerminal: T2 × T1 e conferências
Diagnósticos do cálculo
📘 Manual do Valuation
Como o portal calcula o valor justo das empresas (FCFF) e dos bancos, imobiliárias e seguradoras (DDM), e como ler o resultado. Atualizado em 13/10/2026.
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📊 Painel Macro: Termômetro do Mercado
Visualize em tempo real os principais indicadores
macroeconômicos e índices de referência do mercado brasileiro.
Carregando painel macroeconômico...
💸 Juro Real & Inflação
Análise histórica da rentabilidade real brasileira, cruzando
CDI nominal contra a inflação acumulada do IPCA 12m.
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Real.
Evolução Histórica das Taxas
Tabela
de Histórico Diário
Data
CDI Nominal (a.a.)
IPCA Acumulado 12m
Juro Real Efetivo (a.a.)
⏳ Curva de Juros & ETFs de Renda Fixa
Acompanhe a inclinação da estrutura de juros prefixados (BR05Y
vs BR10Y) e compare a rentabilidade dos ETFs de Renda Fixa.
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ETFs.
📈 Inclinação da Curva de
Juros (BR05Y vs BR10Y)
📖 Entenda o que é a Curva de Juros e as Taxas
CDI (Benchmark Selic): Taxa de juros
básica de curtíssimo prazo no Brasil. Serve de referência para investimentos
pós-fixados.
BR05Y (Tesouro Prefixado 5 anos):
Rendimento (yield) dos títulos públicos federais prefixados de médio prazo. Indica a
taxa de juros exigida para financiar o país por 5 anos.
BR10Y (Tesouro Prefixado 10 anos):
Rendimento (yield) dos títulos públicos federais prefixados com juros semestrais de
longo prazo. Indica o risco país e a taxa estrutural de longo prazo.
Spread (BR10Y - BR05Y): Diferença entre as taxas longa e média.
Quando o spread diminui (curva flat ou invertida), o mercado sinaliza pessimismo com
a economia no longo prazo ou expectativa de cortes de juros.
🛡️ Comparador de
Rentabilidade de ETFs de Renda Fixa
Selecione os ETFs para comparar:
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📖 Guia Rápido dos Principais ETFs de Renda Fixa
Indexados
à Inflação (IPCA+):
IMAB11 / IMBB11: Indexado à
carteira completa do Tesouro IPCA+. Sofre oscilação de marcação a mercado mais
expressiva.
B5P211 / B5MB11: Carteira IPCA+
curta (vencimento inferior a 5 anos). Menor volatilidade.
IB5M11: Carteira IPCA+ longa (vencimento superior a 5 anos).
Muito volátil por possuir duration longa.
Pós-Fixados, Prefixados e Crédito Privado:
LFTS11 / LLFT11: Indexado ao
Tesouro Selic. Ideal para caixa e liquidez, sem risco de marcação a mercado
negativa.
FIXA11 / IRFM11: Carteiras
prefixadas. Se valorizam quando a curva de juros cai.
DEFI11 / DEBB11: Crédito Privado Corporativo (Debêntures).
Rendimento superior ao CDI; o DEFI11 é isento de IR por focar em infraestrutura.
🎯 Cenários de Investimento e Metodologia
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Carregando cenários...
📈 Comparativo de Desempenho dos Cenários (Backtest)
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📊 Comparar Indicadores
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🏢 Balanço / DRE
💵 DFC (Fluxo de Caixa)
📉 Valuation
📈 Rentabilidade
💰 Dividendos
🚀 CAGR
⚖️ Endividamento
🏦 Indicadores Bancários
📊 Comparar
Empresas (Múltiplos Tickers)
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🏢 Comparar Ações:
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🏢 Balanço / DRE
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Histórico de Cálculos
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Tabela de Amortização
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Calculadora
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Z:0
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Fluxos de Caixa (após investimento inicial):
?Defina a série de fluxos de caixa esperados (FC1,
FC2, ...) que ocorrem após o investimento inicial. Para cada valor de fluxo de caixa
distinto, especifique por quantos períodos consecutivos (Quantidade) ele se repete. Valores
negativos para saídas, positivos para entradas.
Valor
Quantidade (repetições)
Ação
Resultado da TIRM:
×
Taxa Interna de Retorno (TIR)
Fluxos de Caixa (FC1, FC2, ...):
?Entradas (positivo) ou saídas (negativo) de caixa
futuras que ocorrem após o investimento inicial. Para cada valor, especifique por quantos
períodos consecutivos (Quantidade) ele se repete.
Valor
Quantidade (repetições)
Ação
Resultado da TIR:
×
Valor Presente Líquido / VPL Ajustado
Fluxos de Caixa (FC1, FC2, ...):
?Entradas (positivo) ou saídas (negativo) de caixa
futuras que ocorrem após o investimento inicial. Para cada valor, especifique por quantos
períodos consecutivos (Quantidade) ele se repete.
Valor
Quantidade (repetições)
Ação
Resultado do VPL:
🚀 Valuation Master Quantitativo
×
🧠 Raciocínio da IA
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